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Criopreservação de espermatozoides

Estudo bastante interessante da Organização Européia para estudos do linfoma, no inicio de 2014, publicado no Human Reproduction, revela alguns aspectos importantes de como anda a preservação da fertilidade masculina em homens jovens com a doença.

O estudo tem nome difícil: EORTC-GELA Lymphoma Group cohort study, mas fácil entendimento. 902 homens que estavam sob tratamento oncológico responderam um simples questionário, que abordou aspectos da criopreservação de sêmen durante o tratamento e as perguntas foram:

 

1- Antes do tratamento, você preservou seu sêmen?

2- Se sim, você usou esta amostra?

3- Quantos filhos você tem (antes e depois do tratamento)

 

 

Os resultados foram muito interessantes e mostraram que temos muito a melhorar no sentido de oferecermos sempre a possibilidade de preservação da fertilidade para estes pacientes: 363 homens criopreservaram sêmen (40%), e os aspectos que os levaram a congelar foram: o fato de serem homens mais jovens; o fato de receberem quimioterapia e o alto nível educacional. Já o fato principal que os fez não congelar foi a gravidade da doença, ou seja, quanto mais grave, menor criopreservação. Destes homens que criopreservaram, 78 deles, ou seja, 21% usaram sêmen criopreservado e destes 51 tiveram filhos após o tratamento. Quando o agente quimioterápico principal foi algum alquilante ou houve necessidade de tratamento de 2a-linha, a presença de sêmen congelado dobrou a chance de ter filhos no pós tratamento.

                   Outro aspecto muito importante e que transmite uma mensagem clara de cuidado e atenção para com estes homens é que 23% dos homens que não conseguiram conceber após o tratamento não tinham sêmen criopreservado e não conseguiram se tornar pais biológicos.

 

 

Cryopreservation, semen use and the likelihood of fatherhood in male Hodgkin lymphoma survivors: an EORTC-GELA Lymphoma Group cohort study

Human Reproduction, Vol.29, No.3 pp. 525 – 533, 2014

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